quarta-feira, 29 de abril de 2015

Nova regra de financiamento da Caixa pode atrasar compra de imóvel em 12 anos

Nova regra de financiamento da Caixa pode atrasar compra de imóvel em 12 anosNas últimas semanas, a Caixa Econômica Federal, banco estatal que tem 70% do mercado de financiamento imobiliário, fez duas alterações importantes nas regras de financiamento para imóveis novos e usados. As mudanças devem causar impactos no ciclo produtivo da construção e também no bolso dos consumidores.
Para quem planejava comprar um imóvel, as novidades devem representar o atraso em alguns anos, conforme explica João da Rocha Lima, coordenador do núcleo de Real  Estate da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).
Para João da Rocha Lima, coordenador do núcleo de real estate da Escola Politécnica da USP, após as mudanças, as perspectivas para os consumidores são "sombrias". "Cada 10% do preço do imóvel representa perto de quatro anos de poupança para uma família de renda média", explica. Como o valor para entrada passa de 20% a 50% do valor do imóvel, são 12 anos a mais de investimento na poupança.
"A correção da má administração do caixa da CEF vai induzir uma trava no mercado residencial, como poucas vezes se experimentou no Brasil", diz Lima.
No último dia 16, o banco aumentou pela segunda vez em 2015 os juros para financiamento da casa própria. Segundo a Caixa, a alteração foi feita "por motivo do aumento das taxas básicas de juros".
Já na última segunda-feira (27), a instituição reduziu o limite do valor do imóvel que pode ser financiado pelo banco. A partir de 4 de maio, os mutuários só poderão financiar 50% do valor do empreendimento no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) - antes, o limite era de 80%. Também haverá redução de 70% para 40% para imóveis no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), pelo Sistema de Amortização Constante (SAC).
Segundo Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (ANEFAC), essa série de ações do banco estatal dificulta bastante a tomada de crédito. "O aumento da taxa de juros, em um imóvel de R$ 500 mil, tem um impacto de 10% no valor do imóvel, quase R$ 50 mil a mais. Já com a redução do limite de financiamento, o consumidor vai ter que ter uma poupança maior, o que é difícil para a classe média" afirma,
A solução para muitos consumidores, segundo Oliveira, será a procura por linhas de créditos de bancos privados. "Haverá esse crescimento no setor privado. Tem banco privado que financia 100% do valor do imóvel", diz.
Para Pedro de Seixas Correa, professor do MBA em Gestão de Negócios Imobiliários e da Construção Civil da FGV, o consumidor deve começar a se preparar para essa nova opção. "Hoje, não existe uma diferença tão grande no mercado [entre a Caixa e outros bancos]. Se o comprador já tem relacionamento com um banco privado, como uma conta salário, isso é argumento para sentar na frente do varejo e discutir um financiamento", explica.
Correa afirma, no entanto, que, como a Caixa é o grande ator desse mercado, acaba norteando o caminho dos outros bancos. "É possível que os outros tendam a seguir esse movimento, mas isso é cada banco que vai dizer." 
Para Ronaldo Cury, vice-presidente de Habitação Popular do Sinduscon-SP, as mudanças não devem impulsionar uma alta nos preços de imóveis novos, como muitos têm dito. "O que levou a essa mudança pela Caixa é a falta de recursos, de crédito. Boa parte do sistema habitacional brasileiro utiliza recursos da poupança, que tem tido saldos negativos há meses. O setor não tem como subir preços porque não há demanda, nem crédito." 
Cury também descarta uma melhora do mercado imobiliário para imóveis novos nas atuais condições econômicas do País.
Na opinião de Correa, este é um bom momento para o consumidor levar em consideração a compra de um imóvel novo. "Hoje, as incorporadoras estão com estoque alto de imóveis prontos, e o comprador está com poder de negociação forte. Vai ter uma pressão pela redução de preço e é um bom momento para as incorporadoras aproveitarem essa oportunidade", afirma. 
O valor dos imóveis usados, segundo o professor, não segue a mesma regra. "O preço dos imóveis usados depende muito da necessidade de venda do proprietário e não existe uma tendência muito clara", diz Correa. 
Veja como as mudanças do financiamento imobiliário na Caixa afetam as contas de quem quer financiar um imóvel, segundo cálculos da Anefac:
1º exemplo: Imóvel no valor de R$ 700.000,00 (SFH)
ANTES - O banco financiaria o valor de R$ 80%, correspondente a R$ 560 mil, e o consumidor precisaria ter o restante de 20%, montante de R$ 140 mil.
a) em três anos, ele precisaria poupar mensalmente o montante de R$ 3.495,61
b) em cinco anos, ele precisaria poupar mensalmente o montante de R$ 1.945,40
AGORA - O banco financia o valor de R$ 50%, correspondente a R$ 350 mil, e o consumidor precisaria ter os outros 50%, montante de R$ 350 mil.
a) em três anos ele precisaria poupar mensalmente o montante de R$ 8.739,02
b) em cinco anos ele precisaria poupar mensalmente o montante de R$ 4.863,49
2º exemplo: Imóvel no valor de R$ 1 milhão (SFI)
ANTES - O banco financiaria o valor de R$ 70%, correspondente a R$ 700 mil, e o consumidor precisaria ter o restante de 30%, montante de R$ 300 mil.
c) em três anos, ele precisaria poupar mensalmente o montante de R$ 7.490,59
d) em cinco anos, ele precisaria poupar mensalmente o montante de R$ 4.168,71
AGORA - O banco financia o valor de R$ 40%, correspondente a R$ 400 mil, e o consumidor precisa ter o restante de 60%, montante de R$ 600 mil.
c) em três anos, ele precisa poupar mensalmente o montante de R$ 14.981,17
d) em cinco, anos ele precisa poupar mensalmente o montante de R$ 8.337,42
*As simulações levam em consideração que os recursos estariam aplicados mensalmente em uma poupança
Agora, veja os efeitos das alterações das taxas de juros do crédito imobiliário:
1º exemplo (SFH): No imóvel de R$ 500 mil antes o banco financiava 80% deste montante e agora vai financiar 50%. A taxa de balcão, que era de 9,15%, foi para 9,45%
ANTES - Financiamento de R$ 400 mil:
- Primeira parcela no valor de R$ 4.161,11 e última parcela no valor de R$1.119,58, totalizando o montante de R$ 950.525,00.
AGORA - Financiamento de R$ 250 mil
- Primeira parcela no valor de R$ 2.663,19 e última parcela no valor de R$ 699,91, totalizando o montante de R$ 605.359,38.
Segundo a Anefac, se o consumidor quiser manter uma prestação próxima do que ele iria pagar anteriormente, ele conseguiria reduzir o financiamento de 360 meses (30 anos) para 120 meses (dez anos). Ficaria assim:
- Financiamento de R$ 250 mil pelo prazo de 10 anos (120 meses): primeira parcela no valor de R$ 4.052,08 e última parcela no valor de R$ 2.099,74, totalizando o montante de R$ 369.109,37.
2º exemplo (SFI): No imóvel de R$ 1 milhão, antes o banco financiava 70% deste montante e agora vai financiar 40%
ANTES - Financiamento de R$ 700 mil
- Primeira parcela no valor de R$ 7.281,94 e última parcela no valor de R$1.959,27, totalizando o montante de R$ 1.663.418,75.
AGORA - Financiamento de R$ 400 mil
- Primeira parcela no valor de R$ 4.261,11 e última parcela no valor de R$ 1.119,86, totalizando o montante de R$ 968.575,02.
Se o consumidor quiser manter uma prestação próxima do que ele iria pagar anteriormente, reduzindo o financiamento de 360 meses (30 anos) para 120 meses (dez anos), ficaria dessa forma:
AGORA - Financiamento de R$ 40 mil pelo prazo de 10 anos (120 meses): primeira parcela no valor de R$ 6.483,33 e última parcela no valor de R$ 3.359,58, totalizando o montante de R$ 590.575,04.

IG

Homenagem a Ariano Suassuna gera impasse na ALPB

ohr23oO projeto de lei de autoria do deputado Jeová Campos (PSB) denominando de Palácio da Redenção ‘Ariano Suassuna’ a sede do Poder Executivo Estadual foi motivo de polêmica na sessão desta quarta-feira (29) na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).
Vários deputados se colocaram contrários à homenagem proposta ao escritor paraibano, alegando que a iniciativa mudaria a história da Paraíba, além de reacender a antiga rivalidade entre as famílias Dantas e Suassuna.
Os deputados Tovar Correia Lima (PSDB), Frei Anastácio (PT), Ricardo Barbosa (PSB), João Henrique (DEM) e Renato Gadelha (PSC) defenderam a retirada de pauta do projeto para que a Assembleia aprofunde a discussão sobre a matéria. “Suassuna merece o nome da maior escola da Paraíba talvez, de qualquer outra instituição, mas o Palácio da Redenção, não deveria sofrer mudança”, comentou Tovar.
Apesar de não votar, o presidente Adriano Galdino (PSB) também sugeriu que a Ariano fosse feita outra homenagem. “Acho que o Palácio tem uma história, e Ariano Suassuna merece todas as honras, mas não devemos mudar a história da Paraíba de uma maneira não muito correta. Poderíamos homenagear Ariano de uma outra forma, pois o Palácio faz parte da história da Paraíba”, ressaltou Galdino.
O deputado Raniery Paulino (PMDB) usou a palavra para esclarecer que a homenagem não visa instituir a mudança no nome da sede do Poder Executivo, e sim apenas o acréscimo do nome do escritor e dramaturgo paraibano.
Após o pedido dos colegas, Jeová solicitou a retirada de pauta do projeto, mas cobrou que a matéria seja apreciada pela Casa posteriormente. “Mesmo que o projeto seja derrotado, espero que a Casa discuta e vote o projeto, para que ele não caia no esquecimento”, cobrou.

MPB

Apesar de sinais positivos, crise continua e Brasil ainda não chegou ao “fundo do poço”, dizem economistas

A arrecadação do governo teve leve alta em março, o dólar voltou a ficar abaixo de R$ 3 em abril e o índice de atividade econômica do País teve leve melhora em fevereiro. Mas será que esses dados são suficientes para indicar que o pior da crise já passou?
Especialistas ouvidos pela reportagem do R7 acreditam que não. Além deles, outros dados da economia também apontam para resultados ruins em sequência antes de uma melhora consistente.
De acordo com Reginaldo Nogueira, professor de economia do Ibmec, a crise continua, o ano de 2015 ainda será muito ruim e o Brasil só chegará ao “fundo do poço” no segundo semestre deste ano.
— A recuperação da economia só deve acontecer em 2016.
Na última terça-feira (28), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que o desemprego subiu e teve o pior resultado em três anos. O País tinha, em março, um total de 1,5 milhão de pessoas sem trabalho.
Para Nogueira, a taxa de desemprego deve se estabilizar no ano que vem, mas só deve melhorar de verdade em 2017.
O coordenador do Centro de Macroeconomia Aplicada da EESP-FGV (Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas), Emerson Marçal, concorda com Nogueira em relação à piora da economia antes de começar a melhorar. Segundo ele, o emprego e a renda ainda terão mais resultados negativos ao longo deste ano.
— Ainda não chegamos ao ponto em que começará a ter melhoras. A inflação vai continuar alta e não há um prazo exato para que se encaminhe para o centro da meta [que é de 4,5% ao ano com margem de dois pontos para cima ou para baixo].
Para Marçal, a arrecadação do governo está “andando de lado” e ainda é preciso ver como ficará a aprovação política do ajuste fiscal no Congresso Nacional.
— Além do ajuste fiscal, é preciso ter reformas de longo prazo para que a inflação caia mais, a renda do trabalhador melhore e, com maior consumo, ocorra o crescimento econômico.
Em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) — soma de todas as riquezas produzidas pelo País — ambos acreditam que este ano será perdido. O mercado financeiro espera uma queda de 1,1%, de acordo com a mais recente pesquisa feita pelo BC (Banco Central).
Cenário externo
O câmbio, que tem melhorado nas últimas semanas, é um ponto que ainda está no radar dos especialistas. Ambos concordam que ainda há incertezas externas que podem afetar a economia do Brasil.
Marçal afirma que assim que a economia dos EUA melhorar e acontecer o aumento da taxa de juros por lá, o efeito será imediato no dólar aqui.
— O valor da moeda americana vai subir mais, quando isso acontecer.
A boa notícia, segundo Nogueira, é que o cenário que se desenha é o de que essa alta nos juros americanos só deve acontecer no ano que vem.
— A perspectiva mais catastrófica não aconteceu. O que é benéfico para o Brasil. Além disso, o mercado deu um voto de confiança para as medidas do ministro [da Fazenda] Joaquim Levy e está esperando os resultados do ajuste econômico.

R7

Professores denunciam ameaças de alunos no colégio CPDAC

CPDACCOs professores do Colégio estadual CPDAC (Centro profissionalizante Deputado Antônio Cabral), do bairro do Valentina, em João Pessoa (PB), entraram em contato com oPortal MaisPB, na tarde desta quarta-feira (29), para denunciarem que estão sendo ameaçados por alunos, que não querem realizar atividades extras, após o término da greve da educação.
Os professores pediram reservas dos nomes temendo retaliação.
As ameaças estariam sendo feitas através das redes sociais. Os alunos querem ser “prejudicados” com um suposto calendário apertado durante os festejos juninos. Um estudante chegou a aconselhar os professores a não passarem muitos exercícios e provas quando terminar a greve, caso contrário o colégio vai virar um talibã.
“Galera se não quiser que o CPDAC vire um talibã, vai ser bom passar provas e trabalhos de boa, por que os alunos não têm culpa de suas greves. Então, o São João ta chegando aí e viva o clima de São João”, postou um suposto aluno nas redes sociais.
CPDAC 5

MPB

Assembleia Legislativa aprova reajuste salarial para servidores

alpbFoi publicada na edição do Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (29), lei de autoria da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), instituindo o reajuste salarial dos servidores da Casa.
O aumento concedido foi de 6% e será pago de forma escalonada, sendo 4% em abril, e o restante aplicado em setembro deste ano.
Além dos servidores efetivos, o aumento também contempla aposentados e pensionistas.
diario oficial pb



2016 em xeque: sonho do PROS de indicar o vice de Romero cai por terra após declarações de Ronaldo Filho


2016 em xeque: sonho do PROS de indicar o vice de Romero cai por terra após declarações de Ronaldo FilhoCom quatro vereadores em Campina Grande, inclusive com o presidente da Câmara Municipal de Campina Grande (CMCG) Pimentel Filho, o PROS do ex deputado Major Fábio, já começa a “sepultar” o sonho de indicar o candidato a vice na chapa a ser encabeçada pelo prefeito Romero Rodrigues (PSDB) em 2016.

Desde que passou a fazer parte da bancada governista, o partido começou a articular a indicação do candidato vice-prefeito no lugar do atual vice Ronaldo Cunha Lima (PSDB). As declarações de Ronaldinho ontem (28) admitindo a possibilidade de compor novamente compor a chapa tucana de Romero Rodrigues, deixou os membros do Pros apreensivos.

“Se Romero me convidar eu terei a honra de, como fiz em 2012, aceitar o convite para tentar colaborar com o seu projeto (de reeleição). Eu tenho muito respeito por Romero, que é uma pessoa trabalhadora, simples, competente e honesta”, assinalou Ronaldinho.

Presidente da CMCG, o vereador Antônio Pimentel Filho deixou transparecer em recente entrevista que o Pros estava credenciado para entrar na disputa, por ter a maior bancada na Casa e é um dos aliados importantes do prefeito Romero Rodrigues. “Temos a maior bancada da Câmara hoje!”, arrematava.

O Pros sonhava em indicar o vice na chapa de Romero, devido as especulações de que o atual vice prefeito Ronaldo Filho (PSDB), estaria desgostoso com a política, e poderia abrir mão de disputar as eleições de 2016, deixando assim, a vaga de vice livre para os partidos aliados do tucano. Mas, ontem, uma declaração de Ronaldinho jogou um balde de água fria nas pretensões do PROS.

“Se Romero me convidar eu terei a honra de, como fiz em 2012, aceitar o convite para tentar colaborar com o seu projeto (de reeleição). Eu tenho muito respeito por Romero, que é uma pessoa trabalhadora, simples, competente e honesta”, assinalou.



PbAgora

Vacina que poderá eliminar vício em cigarro é testada em humanos

Fumantes poderão no futuro ser vacinados para que deixem de sentir prazer com o cigarro. Uma vacina que leva o organismo a produzir anticorpos contra a nicotina, uma das substâncias presentes no cigarro que provoca sensação de prazer e dependência, já está sendo testada em 275 pessoas, com idades entre 18 e 60 anos, no Canadá. A pesquisa, que está sendo desenvolvida pela farmacêutica Pfizer, começou em 2012 e já teve sucesso em roedores. Não há previsão de término do estudo e lançamento no mercado.
A vacina tem como objetivo estimular o sistema imunológico e criar anticorpos contra a nicotina, de acordo com a diretora médica de vacinas da América Latina e Canadá da Pfizer, Jéssica Presa.
— A ideia é que esses anticorpos “grudem” na nicotina e, como se tornarão uma única molécula “grande”, não conseguirão ultrapassar a barreira hematoencefálica [cerebral]. Assim, a nicotina não chegará ao cérebro e a pessoa não irá obter a sensação de prazer com o cigarro.
Uma das 7.000 substâncias inaladas pelo fumante em uma tragada, a nicotina que provoca dependência e sensação de prazer, conforme explica a cardiologista Jaqueline Issa, diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Incor (Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo).
— Nós temos vários receptores espalhados pelo corpo e cérebro e a nicotina tem afinidade com eles. Na área do cérebro responsável pelo prazer, há uma grande concentração. Quando o indivíduo fuma, a nicotina entra nesse circuito, ocupa o espaço e a sensação de prazer é amplificada. Em situações adversas, como estresse e ansiedade, por exemplo, a pessoa fuma para atenuar sensações desagradáveis. Então, ela aprende a usar o cigarro no prazer e na dor. Por isso, há legiões de fumantes, pois entre 7 a 10 segundos a pessoa já sente prazer.
Além de ajudar na possibilidade de reduzir ou eliminar o vício do cigarro, novas doses da vacina fariam o corpo continuar produzindo mais anticorpos por conta própria, e isso contribuiria para impedir recaídas. De acordo com a diretora da Pfizer, a vacina seria destinada a pessoas que são viciadas no tabaco e têm o desejo de parar de fumar.
Na opinião da cardiologista do Incor, a imunização “seria mais atrativa no aspecto preventivo do que como tratamento”.
— Na medida em que a vacina faz um bloqueio da nicotina, a pessoa passa pelo processo de abstinência, que provoca sintomas como irritabilidade, falta de concentração, fome excessiva e ansiedade. Essa situação poderia ser tratada de outra forma, com medicação por exemplo. Então, a princípio, o ideal seria vacinar pacientes que já pararam de fumar para evitar a recaída, já que mais de 50% das pessoas que param de fumar acabam voltando. E também grupos de riscos, como filhos de fumantes e pessoas de classes sociais mais baixas, para que não caiam no vício.
A Pfizer informou que o estudo clínico da vacina antitabaco está em estágios iniciais (fase 1) e deverá ser concluído em dezembro desse ano. Nessa etapa, são avaliadas a segurança, a tolerabilidade, a imunogenicidade (capacidade de dar resposta imunológica) e mensuração de dose em adultos.
Vacinas para doenças não infecciosas
Essa não é a primeira vez que um laboratório tenta fabricar uma fórmula contra o vício do cigarro. Jaqueline explica que outros estudos não foram para frente, “pois os anticorpos não tinham durabilidade suficiente”.
— Os pacientes então teriam que ser revacinados com frequência e isso seria inviável até mesmo financeiramente. Desde 2006 fala-se em método terapêutico contra o vício no tabaco. Esperamos que a nova pesquisa consiga reverter esse problema técnico.
Atualmente, não há nenhuma vacina que reduza ou elimine o vício em cigarro. Mas, na visão do infectologista e vice-presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), Renato Kfouri, a ciência avançou muito no conhecimento sobre agentes infecciosos, suas formas de reprodução e os hospedeiros. Agora, o grande desafio é conhecer melhor o desenvolvimento molecular para controlar as doenças não infecciosas.
— Quando falamos em genoma humano, é algo de grande complexidade. É necessário conhecer os marcadores de quem vai ter obesidade, câncer e até dependências de drogas e álcool. Muitas dessas doenças não são exclusivamente cromossômicas, já que também se consideram os fatores ambientais, mas conhecendo seus mecanismos será possível se antecipar e assim prevenir. O desenvolvimento de vacinas para doenças não infecciosas é questão de tempo.
Segundo Kfouri, a ciência está evoluindo a passos largos e, em alguns anos, será possível imunizar as pessoas também contra doenças não infecciosas.
— Estamos caminhando nesse sentido, não apenas contra o tabaco, mas contra obesidade e até mesmo o câncer. Acredito que daqui alguns anos poderemos ter novidades em termos de aplicação prática.

R7

PMCG retira ambulantes de áreas proibidas


Em cumprimento a determinação da Procuradoria de Defesa dos Direitos da Educação, a Secretaria de Serviços Urbanos e Serviços Urbanos e Meio Ambiente de Campina Grande (Sesuma), retirou os comerciantes que atuavam nas proximidades das escolas estabelecidas na Rua Miguel Couto, no Centro e no bairro da Liberdade.
A ação deu-se em obediência ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) 001/2014, que tinha o objetivo de proibir este tipo de comércio, inclusive bebidas alcoólicas e outras substâncias, gerando ainda poluição sonora provocada por veículos automotores.
A decisão acordada entre o Ministério Público, a Prefeitura e os órgãos de segurança  visa à garantia dois direitos fundamentais do cidadão, assegurados pela Constituição Federal. A presença de ambulantes e veículos inclusive estacionados em áreas proibidas e com ligados vinha gerando sérios problemas aos estudantes de instituições de ensino, constituindo-se um obstáculo ao processo educacional e atentado à saúde e à tranqüilidade públicas e o meio ambiente urbano.
Expirado o prazo de cinco dias, estabelecido pela Procuradoria, em notificação datada de 14, e protocolada no dia 17 deste mês, sob pena de pagar multas diárias de R$ 1.000,00 (Um mil reais), deu cumprimento à determinação Ministerial. Antes, porém, todos foram notificados, mas insistiram em desobedecer e por isso foram afastados.

MPB

Tarifa social da conta de luz pode ser suspensa se não houver atualização cadastral


Tarifa social da conta de luz pode ser suspensa se não houver atualização cadastral
O Procon de João Pessoa alerta para os consumidores de energia elétrica não percam o prazo de recadastramento sob pena de perderem o benefício da tarifa social já a partir de maio. O chamamento vale para quem está com o prazo de 2 anos de recadastramento vencendo em 30 de abril de 2015.
As famílias inscritas no Cadastro Único dos programas sociais do governo federal, que recebem descontos na conta de energia elétrica, devem sempre ficar atentas para a atualização dos cadastros.
"Quem está completando dois anos de recadastramento da tarifa social até 30 de abril de 2015 deve apresentar a documentação até esta data nos Centros de Referência da Assistência Social da Secretária de Desenvolvimento Social de João Pessoa e depois se encaminhar aos postos de atendimento da Energisa em João Pessoa, na avenida Dom Pedro II ou no bairro de Mangabeira, ou ainda pode ligar para o atendimento da Energisa no 0800 0830196".

Taxa especial

Para atualizar o cadastro é necessário apresentar os documentos de todos os membros do núcleo familiar, como RG, CPF, registro de nascimento ou casamento, Carteira de Trabalho, comprovante de residência e comprovante escolar (caso a família tenha filhos na escola) e o Número de Inscrição Social (NIS).

A tarifa social de energia elétrica é uma taxa especial que beneficia um grupo específico de usuários, reduzindo o valor da conta de luz. A Tarifa Social de Energia Elétrica, também conhecida como Baixa Renda, é escalonada por faixas de consumo, com valores mais baixos do que os praticados nas residências normais, subsidiada para consumo até 220 kWh. O benefício é válido para unidade residencial monofásica, bifásica ou trifásica. Cada família terá direito ao benefício da Tarifa Social em apenas uma unidade consumidora.

Quem pode ser beneficiado


- Famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, com renda mensal por pessoa menor ou igual a ½ salário mínimo;

- Famílias inscritas no Cadastro Único com renda mensal de até três salários mínimos, que tenham portador de doença ou deficiência cujo tratamento ou procedimento médico requeira o uso continuado de aparelhos, equipamentos ou instrumentos que, para o seu funcionamento, demandem consumo de energia elétrica (quem se enquadrar nesse critério deve apresentar também um relatório e atestado subscrito por profissional médico, e o atendente deve marcar o "check in box" uso de aparelhos);

- Famílias com Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC), ou seja, idoso com idade de 65 anos ou mais, cuja renda mensal familiar per capita seja inferior a ¼ do salário mínimo vigente ou pessoa com deficiência incapacitada para a vida independente e para o trabalho e cuja renda mensal familiar per capita seja inferior a ¼ do salário mínimo vigente;

- Família indígena ou quilombola (nesse caso, o CPF e o documento de identificação podem ser substituídos pelo Registro Administrativo de Nascimento Indígena - Rani). Elas terão direito a desconto de 100% para os primeiros 50 kWh/mês consumidos e também será aplicado esse mesmo desconto quando for faturado o custo de disponibilidade.​

Confira o desconto
Menor ou igual a 30 KWh: 65%
Maior que 30 KWh e menor ou igual a 100 KWh: 40%
Maior que 100 KWh e menor ou igual a 220 KWh: 10%
Maior que 220 KWh: 0%

Click

Executados na Indonésia recusaram vendas e cantaram antes de morte


Angelita Muxfeldt, prima de Rodrigo Gularte, é vista em frente a caixão durante funeral em Jacarta nesta quarta-feira (29) (Foto: AP)Os condenados – dois australianos, quatro nigerianos, um indonésio e o brasileiro Rodrigo Gularte – saíram se suas celas na prisão na ilha de Nusakambangan e andaram até uma clareira feita na floresta, onde as execuções foram cumpridas.
Mas ao invés de baixar a cabeça em sinal de derrota e resignação, todos negaram-se a colocar uma venda nos olhos e entoaram cânticos religiosos, entre eles "Amazing Grace", até que o pelotão começou a disparar.
Christie Buckingham, a pastora que acompanhou um dos australianos em seus últimos momentos, explicou ao marido que os condenados se comportaram "com força e dignidade até o fim".
“Ela me disse que os oito andaram até o esquadrão de fuzilamento cantando canções de louvor”, disse Rob Buckingham à rádio australiana 3AW.
A pastora Karina de Veja disse que as vozes dos oito condenados eram ouvidas juntas. “Eles estavam todos louvando seu Deus. Foi tocante. Foi a primeira vez que testemunhei alguém tão bem por ir encontrar seu Deus”, afirmou. “Eles se uniram. Cantaram juntos, como em um coro. Os não-cristãos, acredito, também cantaram de seu coração”.
Na cidade portuária de Cilacap, de onde se chega à ilha de Nusakambangan, um pequeno grupo de pessoas havia se reunido com velas pouco antes da execução, cantando também "Amazing Grace" e cobrindo os prantos dos que pensavam no que estava prestes a acontecer na selva.
Segundo o jornal “Sydney Morning Herald”, o padre Charles Burrows, que deu conforto ao brasileiro Gularte, afirmou que foi especialmente difícil para ele, que foi diagnosticado com esquizofrenia e segundo sua família não sabia que iria ser executado.
De acordo com o padre, Gularte, falava com animais e tinha medo de ondas eletromagnéticas e satélites que poderiam vigiá-lo pelo céu. Eu seu estado conturbado, ele acreditava que a Indonésiatinha abolido a pena capital e estabelecido um acordo de extradição de prisioneiros com o Brasil, o que significaria que ele poderia ir para casa no próximo ano.
“Não achávamos que a execução iria acontecer. Mas todos estavam olhando para frente, parece que todos aceitaram seu destino”, afirmou o padre.
Na cidade de Cilacap, último ponto onde as pessoas em geral podiam chegar, um pequeno grupo de pessoas fez uma vigília com velas, também entoando canções. 
Pouco depois, na ilha, os oito condenados à morte foram atados a um poste e executados por um pelotão formado por 12 homens. Ao amanhecer seus corpos foram devolvidos a Cilacap dentro de caixões.
Os familiares seguiam chorando enquanto seus amigos e as pessoas que se dirigiram à cidade portuária para dar apoio ajudavam a iniciar a longa viagem de retorno para casa junto com seus entes queridos.
Angelita Muxfeldt, prima do brasileiro Rodrigo Gularte, chorava desolada enquanto um padre, Charlie Burrows, abria caminho entre a multidão.
Angelita Muxfeldt, prima de Rodrigo Gularte, é vista após a execução do brasileiro na Indonésia na madrugada desta quarta-feira (29) (Foto: Beawiharta/Reuters)
G1

Caixa vai aumentar preço da aposta da Mega-Sena, Lotofácil e Quina

Resultado de imagem para jogos da caixaA Caixa fica autorizada a elevar os preços da aposta mínima (de seis números) da Mega-Sena, passando o valor de R$ 2,50 para R$ 3,50 para as vendas a partir de 24 de maio.
Com a alta da aposta mínima, os preços das combinadas passam a ser os seguintes:
7 números – R$ 24,50
8 números – R$ 98
9 números – R$ 294
10 números – R$ 735
11 números – R$ 1.617
12 números – R$ 3.234
13 números – R$ 6.006
14 númreos – R$ 10.510,50
15 números – R$ 17.517,50
No caso da Lotofácil, o preço da aposta subirá para R$ 2 para as vendas a partir de 23 de maio (concurso 1.054).
Para a Quina, o valor da aposta de 5 números será reajustado para R$ 1,50 para as vendas partir de 24 de maio (concurso 3.486).
No caso da Dupla-sena, o preço da aposta de seis números passa a R$ 2 a partir de 23 de maio.
Para a Loteca, a aposta simples passa a ser de R$ 1 a partir de 18 de maio.
Os preços das apostas da Lotogol passam a ser de R$ 1 a partir de 18 de maio, para "1 aposta". 
Com as elevações das apostas mínimas, sobem também, proporcionalmente, as apostas múltiplas dessas loterias.
As apostas da Lotomania e da Timemania serão mantidas, respectivamente, em R$ 1,50 e R$ 2.