segunda-feira, 27 de abril de 2015

Caixa Econômica reduz limite de financiamento de imóveis usados

Resultado de imagem para CASA PRÓPRIAA Caixa Econômica Federal vai reduzir o limite de financiamento para imóveis usados a partir de 4 de maio. O objetivo é focar a oferta de crédito habitacional em moradias novas. O banco detém 70% de todos os financiamentos de imóveis no país.
A mudança vale apenas para imóveis usados financiados com recursos da poupança – ficam de fora da mudança o crédito para a habitação popular, como o programa Minha Casa Minha Vida, e os financiamentos com recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). Nestas modalidades, não houve alterações, segundo a Caixa.
Pelas novas regras, os financiamentos com recursos da poupança (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) terão uma redução do limite do valor total financiado de 80% para 50% do valor do imóvel no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), e de 70% para 40% para imóveis no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), pelo Sistema de Amortização Constante (SAC).
Com as mudanças, quem comprar um imóvel usado pelo SFH terá que dar uma entrada de no mínimo 50% e financiar a outra metade. Antes, a entrada mínima era de 20%. No caso do SFI, o valor mínimo da entrada passará a ser de 60%, para o consumidor financiar os outros 40%.
Restrição nas vendas
Para o vice-Presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF), Eduardo Aroeira Almeida, essa restrição vai afetar principalmente consumidores com menos recursos para comprar imóveis.
"A faixa de compradores entre entre R$ 190 mil e R$ 250 mil costuma ter valores menores disponíveis para dar como entrada", diz.
"Com esse limite, menos pessoas vão conseguir vender seus imóveis usados para comprar outros maiores, e isso afeta as vendas mercado de imóveis como um todo, inclusive os novos", acredita o economista, que vê a possibilidade de um aumento no déficit habitacional por conta da restrição.
Como a proporção de vendas de imóveis usados é bem maior que a de novos, Almeida também acredita que essa restrição pode afetar, inclusive, o nível de emprego no setor de construção civil, uma vez que o desaquecimento nas vendas no mercado imobiliário desestimula o lançamento de novas unidades pelas construtoras.
Preços dos imóveis
Por outro lado, Almeida não acredita que essa restrição nas vendas de usados possa provocar uma redução nos preços dos imóveis. "A margem na queda dos preços já está muito apertada", avalia.
Em março, os preços dos apartamentos à venda acumularam no ano queda real (considerando a inflação do período) de mais de 3% em 20 cidades brasileiras, segundo o índice FipeZap. No mês passado, a alta nos preços foi de 0,14% na comparação com fevereiro. No acumulado em 2015, o aumento é de 0,69%.
No mesmo período, a inflação esperada para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) é de 3,91%. Dessa forma, o preço médio do metro quadrado registra nos três primeiros meses do ano queda real de 3,1%. Foi a 5ª vez seguida que o índice teve queda real de preços na comparação mensal.
Fuga da poupança
A restrição ocorre após a caderneta da poupança ter registrado uma saída líquida (retiradas menos depósitos) de R$ 11,43 bilhões em março, a maior fuga de recursos da aplicação para todos os meses. Quando a captação da poupança é reduzida, os recursos para empréstimos ficam mais escassos.
Março foi o terceiro mês seguido em que a poupança registrou recorde de saídas de valores. Em janeiro, R$ 5,52 bilhões haviam deixado a caderneta, valor que subiu para R$ 6,26 bilhões em fevereiro deste ano e para mais de R$ 11 bilhões em março.
Alta dos juros
Este mês, a Caixa voltou a aumentar as taxas de juros do financiamento imobiliário com recursos da poupança pelo SFH. O primeiro aumento de 2015 foi aplicado em janeiro. As novas condições passaram a valer para financiamentos a partir de 13 de abril.
Os financiamentos habitacionais contratados com recursos do Programa Minha Casa Minha Vida e do FGTS não foram afetados pela mudança.
G1

Rock in Rio lança concurso para promover casamentos no festival


Casal brinda casamento no Rock in Rio (Foto: Carolina Lauriano  /G1)O Rock in Rio prova que também é palco para romance. A organização do festival lança nesta segunda-feira (27) um concurso para escolher sete casais que desejam oficializar a união em uma capela que será montada na Rock Street.


Neste ano, a edição brasileira será nos dias 18, 19, 20, 24, 25, 26 e 27 de setembro de 2015, na Cidade do Rock, no Rio (Parque dos Atletas, Av. Salvador Allende), em área com mais de 150 mil metros quadrados.
Será realizada uma cerimônia por dia na edição que comemora os 30 anos de evento. Para participar, os namorados devem enviar suas histórias de amor para o e-mail euvoucasar@rockinrio.com. As inscrições vão até o dia 11 de maio.
A organização vai selecionar as 200 histórias "mais engraçadas, curiosas e emocionantes". Os 200 casais selecionados receberão um e-mail pedindo para que enviem um vídeo em que expliquem porque gostariam de se casar no Rock in Rio. “Os 60 vídeos que mais nos impactarem serão inseridos no hotsite do concurso, para que seja iniciada a votação do público e de um júri composto por representantes do festival e de pessoas influentes no mercado de casamentos. Desses, 14 serão escolhidos finalistas”, diz o comunicado oficial.

Os 14 casais finalistas deverão enviar um vídeo que contenha o pedido de casamento de um dos noivos e a reação daquele a quem foi feito o pedido. Esses vídeos serão mostrados ao público e os sete casais vencedores serão conhecidos na semana do Dia dos Namorados.
Casar no Rock in Rio já pode ser considerado tradição. Na edição de 2011, no dia do show do Red Hot Chilli Peppers, a professora Raquel Lettres e o analista de sistemas Gabriel Gemelly trocaram alianças em uma cerimônia realizada na Rock Street. Em 2013, Daniele Sant'Ana e Alan Gomes combinaram com a produção do evento e se casaram no dia do show do Bon Jovi.

Globo

Dívida pública tem maior aumento em quase cinco anos em março


A dívida pública federal, que inclui os endividamentos interno e externo do governo, registrou aumento de 4,79% em março deste ano, para R$ 2,44 trilhões, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (27) pela Secretaria do Tesouro Nacional. Em fevereiro, o endividamento público estava em R$ 2,32 trilhões. Trata-se do maior crescimento mensal desde abril de 2010, quando a dívida avançou 6,02%, para R$ 1,58 trilhão.
Os números oficiais mostram que o aumento da dívida em março deste ano está relacionado, principalmente, com a emissão líquida (o governo emitiu mais dívidas do que pagou). No mês passado, foram emitidos R$ 147,15 bilhões em papéis da dívida federal, ao mesmo tempo em que foram resgatados (pagos) R$ 76,96 bilhões. Com isso, a emissão líquida somou R$ 70,19 bilhões. Ao mesmo tempo, as despesas com juros totalizaram R$ 41,39 bilhões.
Juros altos pagos pelo governo
Segundo o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Fernando Garrido, as emissões (R$ 147 bilhões) de papéis bateram recorde mensal em março deste ano. De acordo com ele, isso está relacionado com o forte volume de vencimentos do primeiro trimestre, além da remuneração paga pelo governo brasileiro. Em termos reais (após o abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses), os juros brasileiros são os maiores do mundo.
Ele informou que, em março, o Tesouro Nacional pagou juros entre 12,95% e 13,38% ao ano em papéis prefixados com vencimento em 2019 - ou seja, um valor acima dos juros básicos da economia, atualmente em 12,75% ao ano. Isso ocorre porque a percepção dos investidores de que haverá uma nova alta nos juros básicos das economia, de 12,75% para 13,25% ao ano nesta semana, já se reflete na curva futura de juros e, também, nos juros pedidos pelo mercado financeiro.
"As taxas de juros [pagas pelo Tesouro Nacional] refletem a percepção dos investidores. O Tesouro atua como tomador de taxas neste caso. As taxas futuras refletem as expectativas em relação aos juros. A gente não julga nível de taxas de juros, que são de mercado. Aparentemente, os investidores estão julgando que as taxas são interessantes", declarou Garrido, do Tesouro Nacional.
Programação para 2015
De acordo com a Secretaria do Tesouro Nacional, a dívida pública pode chegar ao patamar máximo de R$ 2,6 trilhões no fim deste ano – R$ 305 bilhões a mais em relação ao fechamento de 2014.
O Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida pública, feito pelo Tesouro Nacional, também estabelece um piso de R$ 2,45 trilhões para o débito público no fim deste ano, o que representaria uma alta de R$ 155 bilhões em comparação com dezembro do ano passado.
Em 2015, os vencimentos de títulos públicos previstos somam R$ 571 bilhões, ao mesmo tempo em que os encargos da dívida pública totalizam R$ 63 bilhões. O governo prevê, entretanto, o uso de R$ 147,1 bilhões em recursos orçamentários para pagar os vencimentos neste ano.
Perfil da dívida
Os números do governo federal, calculados após a contabilização dos contratos de "swap cambial", mostram que o estoque de títulos prefixados (papéis que têm a correção determinada no momento do leilão) somou R$ 989 bilhões em março, ou 42,7% do total, contra R$ 911 bilhões, ou 41,1% do total, em fevereiro.
Os títulos atrelados aos juros básicos da economia (os pós-fixados), por sua vez, tiveram sua participação reduzida em março. No fim do mês passado, estes títulos públicos representavam 4,69% do estoque total da dívida interna, ou R$ 108 bilhões, contra 6,6% do total (R$ 146 bilhões) em fevereiro.
A parcela da dívida atrelada aos índices de preços (inflação) somou 36,48% em março deste ano, ou R$ 845 bilhões, contra 37,11% do total em fevereiro de 2014 – o equivalente a R$ 821 bilhões.
Contratos de swap
Os ativos indexados à variação da taxa de câmbio, por sua vez, somaram 16,12% do total (R$ 373 bilhões) em março, contra R$ 334 bilhões, ou 15,09% do total, em fevereiro deste ano. O aumento da dívida atrelada ao dólar se deve à emissão de contratos de swap cambial – que funcionam como uma venda de dólares no mercado futuro (derivativos) para evitar uma alta maior na cotação do dólar.
Os swaps cambiais são contratos para troca de riscos. O Banco Central oferece um contrato de venda de dólares, com data de encerramento definida, mas não entrega a moeda norte-americana. No vencimento deles, o BC se compromete a pagar uma taxa de juros sobre valor dos contratos e recebe do investidor a variação do dólar no mesmo período. É uma forma de a instituição garantir a oferta da moeda norte-americana no mercado, mesmo que para o futuro, e controlar a alta da cotação.
No fim de fevereiro, o BC de que não iria renovar o programa de oferta diária de swaps cambiais (que funcionam como uma venda futura de dólares), que venceu no dia 31 de março. Acrescentou, porém, que vai renovar integralmente os contratos que vencem a partir de 1º de maio, "levando em consideração a demanda pelo instrumento e as condições de mercado". Segundo a instituição, os leilões de venda de dólares com compromisso de recompra "continuarão a ser realizados em função das condições de liquidez do mercado de câmbio".

G1

Milhares de japoneses protestam a favor do casamento gay

paradagaytoquioreutersthomaspeterCerca de 3 mil japoneses desfilaram neste domingo (26) em Tóquio na parada do orgulho gay anual e exigiram a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, proibida no país. A multidão colorida atravessou Shibuya, bairro central de Tóquio, com bandeiras com as cores do arco-íris em uma atmosfera de carnaval.

Prefeitura fará concurso com salário de R$ 5 mil

concurso-conselho-educacao-fisica-2014A Prefeitura de Catolé do Rocha  iniciou, nesta segunda-feira (27), as inscrições  para um processo seletivo e um concurso público para preencher 95 vagas em diversos cargos. As inscrições se estendem até o dia 10 de maio e podem ser feitas no endereço eletrônico www.cpcon.uepb.edu.br. As taxas de inscrição de R$ 50 para os cargos de nível fundamental, R$ 70 para cargos de nível médio é de R$ 90 para cargos de nível superior, devem ser pagas mediante Boleto Bancário.
As provas serão aplicadas no dia 31 de maio. A validade do concurso é de dois anos, podendo ser prorrogado pelo mesmo período a critério da Prefeitura.
Com jornadas semanais de 20h e 40h de trabalho, os salários variam de R$ 788,00 a R$ 5.075,59.
As oportunidades disponíveis no edital do Processo, são para as funções de Condutor Socorrista – SAMU (08); Agente Municipal de Saúde – Endemias (02), Assistente Social – NASF (01), Enfermeiro Intervencionista – SAMU (13 + 1 PNE), Médico – NASF (02), Médico Intervencionista – SAMU (06 + 01 PNE), Enfermeiro – ESF (02), Odontólogo – ESF (02), Médico – ESF (04 + 01 PNE), Psicólogo – CREAS (01), Pedagogo – CRAS (01) e Fisioterapeuta – PAS (02).
Neste caso os aprovados devem receber vencimentos que variam de R$ 85,00 por plantão trabalhado a R$ 5.000,00, correspondente a jornada de trabalho e escolaridade do cargo pretendido.
Mas, se o seu interesse é nas oportunidades do Concurso, fique atento, pois as vagas são para os cargos de Auxiliar de Serviços Gerais (ASG) (09 + 01 PNE); Operador de Máquinas Pesadas – Retroescavadeira (02); Sepultador (06); Operador de Trator de Esteira (01); Operador de Trator de Pneus (02); Agente Comunitário de Saúde (03); Monitor de Creche (05 + 01 PNE); Técnico em Laboratório (01); Técnico em Raio – X (02); Analista de Sistemas Pleno (01); Biomédico (01); Farmacêutico (03); Médico Pediatra e/ou Clínico Geral (06 + 01 PNE); Nutricionista (02); e Tecnólogo em Radiologia (01).

MPB

Número de mortos passa de 4 mil após terremoto no Nepal

Um homem senta-se sobre os escombros de sua casa danificada após o terremoto de sábado, em Bhaktapur (Foto: REUTERS/Adnan Abidi)O número de mortos após o terremoto que atingiu o Nepal no sábado (25) passou de 4 mil nesta segunda-feira (27), segundo balanço do Centro Nacional de Operações de Emergência do país. Agências e governos internacionais corriam para enviar equipes de busca e resgate, médicos e remédios ao país. Dezenas de milhares de pessoas ficaram sem comida, água ou abrigo.
O terremoto de magnitude 7,8, o mais violento dos últimos 80 anos no país, provocou vários tremores secundários e diversos deslizamentos no monte Everest, onde 18 pessoas morreram no início da temporada de alpinismo.
As agências humanitárias ainda têm dificuldades para avaliar o alcance da devastação e as necessidades da população. Também morreram 67 pessoas na Índia em decorrência do terremoto. Quase um milhão de crianças precisam de ajuda urgente, segundo o Fundo para Crianças das Nações Unidas (Unicef).
O Itamaraty informou que recebeu informações sobre 96 brasileiros que estavam no Nepal durante o terremoto.Nenhum dos localizados sofreu ferimentos, segundo as informações mais recentes do governo federal. A Embaixada do Brasil em Katmandu "segue mobilizada para prestar o apoio necessário aos cidadãos brasileiros que se encontram no país", informou o ministério.

G1

Gilvan entra na ‘queda de braço’ entre OAB e desembargador

Gilvan FreireO advogado Gilvan Freire analisou a ‘quebra de braço’ entre a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), e o desembargador Márcio Murilo, sobre comentário feito pelo magistrado acerca do pagamento de honorários sucumbenciais em página do Facebook.
Em artigo, o advogado lembrou que em um processo judicial existem, pelo menos, três verdades: a verdade de uma parte; a verdade da outra parte; e a verdadeira. Gilvan disse que existem quatro verdades na polêmica entre a OAB e o desembargador Márcio Murilo, e destaca a sociedade como a possuidora da versão verdadeira.
Para Gilvan, a verdade do Judiciário estaria no direito de que todo cidadão tem de se expressar. Segundo Freire, o desembargador não pode ser tolhido dessa prerrogativa, que julga fundamental.
Quanto à Associação dos Magistrados, Gilvan disse que a entidade atuou em defesa de seu associado, mas acredita que essa postura deve ser ampliada para que haja um despertar para seu papel social.
Em relação à OAB, o advogado disse que o tema deve contar também com a participação do jurisdicionado, e não apenas por quem ‘recebe a fatura’.
Por fim, Freire chama a atenção para a necessidade de cada parte envolvida abordar o assunto de forma a achar uma verdade que sirva a todos, e não se apegarem a um conceito que contemple seus próprios anseios.
Relembre o caso
O desembargador questionou se era justo o advogado receber tais honorários em sua integralidade, mesmo já tendo sido remunerado pelo cliente para atuar em sua defesa.
Diante do comentário, a OAB-PB lançou nota contra o magistrado, que se esquivou dizendo que seu comentário teve caráter “acadêmico e impessoal”.
A Associação dos Magistrados da Paraíba saiu em defesa de Márcio Murilo e repudiou a nota emitida contra ele.

MPB

Arrecadação sobe em março, mas cai no trimestre apesar de alta de tributos


A arrecadação de impostos e contribuição federais, além das demais receitas (como "royalties"), registrou crescimento real em março, mas, mesmo com o aumento de alguns tributos autorizado pelo governo no início deste ano, teve queda real (após o abatimento da inflação) no primeiro trimestre de 2015.
Somente no mês passado, segundo informações divulgadas pela Secretaria da Receita Federal nesta segunda-feira (27), a arrecadação somou R$ 94,11 bilhões, com elevação real de 0,48% frente ao mesmo mês do ano passado. Este valor não é recorde para meses de março. Já nos três primeiros meses deste ano, foi registrada uma queda real de 2,03% contra o mesmo período de 2014, para R$ 309,37 bilhões.
Atividade fraca e desonerações feitas nos últimos anos
De acordo com dados da Receita Federal, a arrecadação ainda se ressente, nos três primeiros meses deste ano, do baixo nível de atividade econômica. Segundo o Fisco, a produção industrial recuou 5,7% no primeiro trimestre, as vendas de bens e serviços caíram 5,42% e o valor em dólar das importações recuou 21%, apesar do aumento de 7,4% na massa salarial.
Ao mesmo tempo, o governo também informou que as desonerações de tributos feitas nos últimos anos - parcialmente revertidas no início de 2015 em alguns casos - também geraram queda da arrecadação nos três primeiros meses deste ano. De acordo com a Receita Federal, as reduções de tributos realizadas nos últimos anos tiveram impacto de queda na arrecadação de R$ 29,11 bilhões nos três primeiros meses deste ano, contra R$ 23,81 bilhões no mesmo período de 2014.
Alta de tributos
Apesar das reduções de tributos feitas nos últimos anos, o governo começou a aumentar impostos em 2015. Logo no início deste ano, o governo elevou o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis, que retornou para as chamadas "alíquotas cheias". O carro 1.0, por exemplo, passou a ser tributado em 7% pelo IPI, contra a tributação anterior de 3%. A expectativa do governo é de arrecadar até R$ 5 bilhões a mais neste ano com a medida.
Em 21 de janeiro, a nova equipe econômica subiu o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que incide nas operações de crédito para o consumidor. A alíquota passou de 1,5% para 3% ao ano (o equivalente à alta de 0,0041% para 0,0082% por dia). Esse valor está sendo cobrado além dos 0,38% que incidem na abertura das operações de crédito. Com essa medida, o governo espera arrecadar R$ 7,38 bilhões neste ano.
Além disso, também já foi elevada, no início de fevereiro, a tributação incidente sobre a gasolina e o diesel. Segundo o Fisco, o impacto do aumento da tributação será de R$ 0,22 para a gasolina e de R$ 0,15 para o diesel. A expectativa do governo é arrecadar R$ 12,18 bilhões com esta medida em 2015.
O aumento de tributos, juntamente com a limitação de benefícios sociais, como o seguro-desemprego, o auxílio-doença, o abono salarial e a pensão por morte, além do corte de investimentos, faz parte da estratégia do governo para tentar reequilibrar as contas públicas e aumentar a confiança dos investidores. Em 2014, as contas públicas tiverma déficit inédito. Para este ano, o objetivo é de que o setor público tenha um superávit primário de 1,2% do PIB, ou R$ 66,3 bilhões.
Arrecadação por tributos
A Receita Federal informou que o Imposto de Renda arrecadou R$ 88,13 bilhões no primeiro trimestre deste ano, com alta real de 0,93% sobre o mesmo período do ano passado (R$ 87,32 bilhões).
No caso do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), a arrecadação somou R$ 40,46 bilhões de janeiro a março, com queda real de 2,25% sobre o mesmo período ano anterior. Sobre o IR das pessoas físicas, o valor arrecadado totalizou R$ 3,54 bilhões na parcial de 2015, com recuo real de 12,2%. Já o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) arrecadou R$ 44,13 bilhões no primeiro trimestre, com alta real de 5,35% sobre igual período de 2014.
Com relação ao Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), os números do Fisco mostram que o valor arrecadado somou R$ 12,95 bilhões nos três primeiros meses deste ano, com alta real de 3,67% sobre o mesmo período do ano passado.
No caso do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), houve uma alta real de 8,8%, para R$ 8,12 bilhões, no primeiro trimestre deste ano. Neste caso, a arrecadação foi influenciada pela alta do tributo, que já foi recomposto no início deste ano.
A Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), por sua vez, arrecadou R$ 50 bilhões nos três primeiros meses deste ano, com queda real de 4,19%, enquanto a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) registrou arrecadação de R$ 21,73 bilhões no acumulado de 2015, com aumento real de 1,25%.

G1

Revoltada, Rachel Sheherazade começa a projetar sua saída do SBT

Revoltada, Rachel Sheherazade começa a projetar sua saída do SBTRachel Sheherazade está tomada pela fúria. Divina ou não. A apresentadora rejeita a proibição de fazer expressões faciais no SBT Brasil. Sente-se censurada pela direção de jornalismo da emissora.
O caso eclodiu na quinta-feira (23), quando ela bufou e fez cara de enojada após a exibição de matéria sobre adolescentes que praticam sexo, engravidam e contraem doenças sexuais durante bailes funk.
Sheherazade foi convocada para uma reunião de emergência com o diretor de jornalismo do SBT, Marcelo Parada. Ele determinou o fim das ‘caretas’ de desaprovação na bancada.
A apresentadora saiu da sala inconformada. Na redação, chegou a dizer que estava sendo vítima de censura interna. O clima entre a jornalista e a equipe do SBT Brasil atingiu alto nível de tensão.
Rachel teria insinuado que poderia se queixar da nova proibição diretamente com o responsável por sua contratação, Silvio Santos, dono do canal.
Foi ele quem a trouxe da TV Tambaú, afiliada do SBT na Paraíba. Sheherazade estreou no SBT em maio de 2011. Desde então protagonizou várias polêmicas suscitadas por seus comentários diante das câmeras.
A maior delas aconteceu em fevereiro do ano passado, quando a âncora defendeu a ação de pessoas que prenderam um assaltante menor de idade a um poste, no centro do Rio. Classificou o ato de “legítima defesa coletiva”.
O comentário gerou protestos de entidades, políticos e uma ação do Ministério Público Federal contra o SBT. A repercussão negativa fez a direção da emissora suspender o espaço para opiniões pessoais no telejornal.
Evangélica e com ideologias de direita, Rachel Sheherazade não esconde as influências da religião e de seu pensamento político na atividade como jornalista, seja no SBT, na Rádio Jovem Pan, em seu blog ou nas redes sociais.
Esse posicionamento cristão e anti-esquerda (ela participou com o marido e os filhos dos protestos contra o governo e a corrupção, em março), a fazem ter muitos admiradores — e quantidade proporcional de desafetos e haters.
No ano passado, o contrato de Sheherazade com o SBT foi renovado até 2018. Houve a promessa de um programa solo, no qual ela teria 100% de liberdade para expor opiniões. O projeto não saiu do papel.
O evidente descontentamento da apresentadora com o canal de Silvio Santos projeta uma possível troca de emissora. Isso quase aconteceu em 2014, quando a Band se mostrou interessada em tê-la como estrela de telejornal ou programa de entrevistas.
O blog apurou que diretores da cúpula da Record aprovariam sua contratação. Em um momento de ascensão de audiência, o jornalismo da emissora de Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, não tem nenhum âncora tão midiático como Sheherazade.

Terra

Dólar acelera queda e cai quase 1%, a R$ 2,926

Dólar acelera queda e cai quase 1%, a R$ 2,926A desaceleração nos dados sobre a economia americana fazem o dólar comercial acelerar a queda para quase 1% nesta segunda-feira. Às 11h44, a moeda americana era cotada a R$ 2,924 na compra e a R$ 2,926 na venda, recuo de 0,98% ante o real. Já o Ibovespa, principal indicador do mercado acionário local, opera em queda de 1%, aos 56.028 pontos.
O dólar passou a cair de forma mais consistente após a divulgação do índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços. O dado passou de 59,2 pontos em março para 57,8 pontos em abril, segundo o instituto Markit Economics. Embora valores acima de 50 indicam expansão da atividade, os dados mostram uma desaceleração, o que afasta a chance de uma elevação de juros nos Estados Unidos no curto prazo, o que favorece as moedas de países emergentes.
Além da contribuição externa, internamente ocorre um ajuste de posições, em que investidores estão desfazendo as posições compradas (quando se aposta na alta da moeda). “Tudo indica que um desmonte de posições compradas em dólar ocorre no mercado doméstico, o que derruba o preço da moeda por aqui”, explica Luciano Copi, analista da Correparti Corretora de Câmbio.
Os investidores estão de olho na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que ocorre nos dias 28 e 29 de abril. A expectativa é de nova alta na Selic, atualmente em 12,75% ao ano. Também na quarta-feira, o Federal Reserve (Fed, o bc americano) irá divulgar a sua decisão sobre política monetária. A expectativa é que as taxas de juros não tenham elevação neste momento.
PETROBRAS DEIXA IBOVESPA NO NEGATIVO
As ações da Petrobras operam em forte queda nesta segunda-feira, após forte alta nos últimos pregões, levando o Ibovespa para o terreno negativo. Os papéis preferenciais (PNs, sem direito a voto) recuam 3,98%, cotados a R$ 12,74. Já os ordinários (ONs, com direito a voto) têm queda de 4,89%, a R$ 13,98.
Ainda entre as ações mais negociadas, as da Vale voltam a mostrar recuperação. As preferenciais sobem 2,35% e as ordinárias registram variação de 4,48%.

O Globo