quarta-feira, 13 de maio de 2015

Tremor de terra assusta moradores na Região Norte do Ceará


Região tem constantes tremores de terra devido à ranhura na crosta terrestre (Foto: Laboratório de Sismologia URFN/Google/Reprodução)Um tremor de terra assustou os moradores de três cidades da Região Norte do Ceará nesta quarta-feira (13). Moradores de Meruoca, Alcântara e Sobral tiveram ranhuras nas casas e ouviram tremulação das telhas durante cerca de dois minutos durante a manhã. Segundo a Defesa Civil, até a tarde desta quarta não há registro de ocorrências graves em decorrência do tremor, mas os fiscais ainda verificam se houve incidentes em localidades na zona rural dos municípios. A Defesa Civil do Ceará ainda aguarda informações sobre a intensidade do tremor na região norte do Ceará, onde abalos sísmicos são constantes.
"Até o momento não chegou a nós nenhuma ocorrência grave, de pessoa ferida ou desabamento. Ainda estamos verificando em regiões onde o abalo foi forte, em áreas mais distantes, mas estamos confiantes de que não ocorreu nenhum prejuízo material ou humano grave. Foi apenas um susto", diz o coordenador da Defesa Civil de Sobral, Rinaldo Nogueira.
Os abalos na região normalmente tem magnitude que varia entre 2 e 3 graus, segundo o coordenador da Defesa Civil, mas já chegou a atingir 4,3 pontos de magnitude.
Causa dos tremores
Tremores de terra são comuns no Ceará. Segundo Eduardo Menezes, técnico do Laboratório de Sismologia da UFRN, os tremores ocorrem devido a fossas subterrâneas que estão constantemente em atividade sismológica. As fossas são ligadas ao encontro das placas tectônicas no Oceano Atlântico, que ligam a América do Sul ao continente africano. Os tremores também podem estar relacionados à atividade sismológica das placas tectônicas.
Desde 2008, a atividade sísmica da região é monitorada pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O mais forte tremor registrado na região foi também em Sobral, em 2009, e chegou a 4,3. Esse tremor causou rachaduras em estruturas de concreto e derrubou móveis em residências e comércios. O tremor atingiu uma área de 200 quilômetros de raio e chegou a afetar cidades do litoral cearense, como Fortaleza.

G1

Polícia Federal pede ao STF quebra de sigilos de senadores e deputados

Resultado de imagem para renan calheiros e collorA Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para quebrar os sigilos fiscal e bancário do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do senador Fernando Collor (PTB-AL), dentro das investigações da Operação Lava Jato. Ambos são alvos de inquéritos que tramitam no Supremo.
A PF fez o mesmo pedido em relação ao deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE), investigado no mesmo inquérito de Renan e também solicitou autorização para ter acesso aos dados bancários do ex-deputado João Pizzolatti (PP-SC), outro investigado no caso.
Os pedidos chegaram ao STF em segredo de Justiça na última quinta (7) e foram encaminhados ao gabinete do ministro Teori Zavascki, responsável por autorizar a realização das diligências.
Nos pedidos sobre Collor, Renan e Aníbal, a Procuradoria Geral da República já se manifestou, cabendo ao ministro a decisão sobre as quebras de sigilo.
Ainda nesta quarta (13) chegaram ao STF outros pedidos de diligências nos inquéritos que investigam o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) e Eduardo da Fonte (PP-PE). O teor dos pedidos, no entanto, ainda não foi informado no sistema de acompanhamento processual do STF.
Os políticos são investigados desde o início de março pela PGR e pela PF por suspeita de serem beneficiários do esquema de corrupção da Petrobras. No total, 50 pessoas são alvo de inquéritos no STF, dos quais 48 são políticos, entre senadores, deputados e ex-parlamentares.
Collor é suspeito de receber cerca de R$ 3 milhões em propina em um negócio da BR Distribuidora, empresa subsidiária da Petrobras. Ele diz que irá provar sua inocência e nega “qualquer tipo de relação pessoal, política ou empresarial” com o doleiro Alberto Youssef.
Nos casos de Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, e Aníbal Gomes (PMDB-CE), deputado, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou que recebeu apoio político dos dois parlamentares para se manter no cargo de diretor de Abastecimento da Petrobras, em troca de ajuda para o PMDB.
Renan Calheiros ainda é apontado como responsável pela manutenção de Sérgio Machado na presidência da Transpetro, uma subsidiária da Petrobras. O senador diz que suas relações junto ao poder público “nunca ultrapassaram os limites institucionais”. “Jamais mandei, credenciei ou autorizei o deputado Aníbal Gomes, ou qualquer outro, a falar em meu nome, em qualquer lugar. O próprio deputado já negou tal imputação em duas oportunidades”, disse à época dos inquéritos.
João Pizzolatti (PP-SC), ex-deputado, segundo as investigações, teria recebido, em 2010, R$ 5,5 milhões para financiamento de campanha e R$ 560 mil para pagamento de seu advogado. O parlamentar também faria parte do núcleo político do PP que recebia repasses de R$ 250 mil a R$ 300 mil mensais. Pizzolatti alegou, à época, que só iria se manifestar posteriormente sobre os inquéritos que tramitam no STF.

G1

Paciente com raiva humana morre após um mês internado em MS


Conforme o neurologista Nilson Moro Júnior, o monitoramento da vítima em Campo Grande ocorreu por 27 dias. “Este acompanhamento ajudará se houve incidência de novos casos. Ele teve 30 dias de sobrevivência e não tinha mais o vírus na saliva”, comentou o médico.
Neste período, os profissionais constataram lesões em diferentes locais no cérebro, a frequência cardíaca seguida do coma e ausência de fluxo sanguíneo no cérebro.
Nesta quarta (13), fragmentos do cérebro do paciente foram encaminhados para um laboratório, onde será feita a conclusão do quadro clínico.
 Sobre a vacina, os médicos disseram que os familiares do paciente foram encaminhados para vacinação. “É o primeiro caso após duas décadas e o paciente procurou atendimento médico após 45 dias da contaminação. Quanto mais rápido procurar a unidade de saúde, melhor a chance de sobrevivência”, comentou o médico.
O paciente será velado em Corumbá, a 415 km de Corumbá. O horário ainda não foi divulgado, porque será feito o translado.

G1

Câmara aprova texto que endurece as regras de pensão por morte e auxílio-doença


A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (13) o texto principal da MP (Medida Provisória) 664/14, que altera altera e endurece as regras para concessão de pensão por morte e auxílio-doença. A votação repetiu a confusão da primeira MP do ajuste fiscal, mas o texto passou com 277 votos favoráveis, 178 contrários e 1 abstenção.
As mudanças, que impõem carência e estipula um tempo de recebimento do benefício conforme a faixa etária do beneficiário, fazem parte do ajuste fiscal proposto pelo governo no final do ano passado
A votação do texto foi tumultuada. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), precisou interromper a sessão por pelo menos duas vezes para pedir silêncio aos representantes da Força Sindical, que acompanhavam a votação das galerias do plenário.
O texto aprovado foi o relatório de autoria do deputado Carlos Zarattini (PT-SP), apresentado na comissão especial mista que analisou a MP. A medida estabelece em 18 meses o prazo mínimo de contribuição para que o cônjuge ou companheiro tenha direito à pensão por morte. Atualmente não exite prazo estipulado.
Também passará a ser exigido um tempo mínimo de dois anos de casamento ou união estável para o recebimento do benefício. No caso de o segurado morrer antes de completar 18 meses de contribuição, ou se a união tiver menos de dois anos, o parceiro terá direito a quatro meses de pensão.
No caso do auxílio-doença, o benefício só poderá ser concedido a partir do 31º dia de afastamento ou da data do pedido, se mais de 45 dias. A regra atual é que o início do auxílio pode ser solicitado a partir do 16º dia de afastamento ou data do pedido, se mais de 30 dias.
Os deputados ainda precisam votar os destaques da matéria, mas a previsão é que a conclusão só termine na quinta-feira (14). O texto ainda será analisado pelo Senado Federal.
Segunda MP
Na última quarta-feira (6), os deputados já haviam entrado em conflito por conta da votação do texto-base da MP (Medida Provisória) que restringe a concessão de seguro-desemprego e muda as regras para pagamento do abono salarial (MP 665/14). Apesar do bate-boca entre parlamentares, o texto passou por 252 votos a favor, 227 contra e uma abstenção.
Entre as principais mudanças, o governo havia proposto originalmente ao Congresso um tempo mínimo de um ano e meio de trabalho (18 meses) para que o desempregado faça o primeiro pedido de benefício. O plenário da Câmara manteve a redução do prazo para um ano (12 meses). Antes da nova regra, que já vale desde março, a carência era de seis meses.
No caso do abono salarial, os parlamentares aprovaram o aumento da exigência do tempo trabalhado para ter acesso ao benefício. Antes da MP, era preciso trabalhar 30 dias para receber o abono. Agora, esse tempo passa a ser de três meses de trabalho (3 meses).

R7

Suspeito de liderar cartel fará delação na Lava Jato


O dono da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, viajou para Brasília para assinar acordo de delação premiada com o Ministério Público na operação Lava Jato. O empresário é apontado pelo MP como chefe de cartel de empresas que pagava propina para fraudar licitações e obter contratos superfaturados na Petrobras. (Veja no final desta reportagem a lista de quem já fechou acordo de delação premiada na Lava Jato).
Pessoa deixou o aeroporto e foi para o prédio da Procuradoria-Geral da República. Ele havia sido preso em novembro de 2014, junto com executivos e empresários, na sétima fase da Lava Jato. Desde o mês passado, cumpre prisão domiciliar em São Paulo, e é monitorado por tornozeleira eletrônica.
A colaboração do empresário com as investigações vinha sendo negociada há meses e, após sua assinatura, deverá ser ainda submetida ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, para homologação.
A delação premiada está sendo negociada diretamente com a PGR, órgão de cúpula do Ministério Público Federal, porque envolve autoridades com foro privilegiado, como ministros e parlamentares, que só podem ser investigados pelo STF.
Na noite desta terça-feira (12), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ofício ao juiz federal Sergio Moro, que conduz os processos da Lava Jato relacionados a Pessoa e outros acusados na Lava Jato, solicitando autorização para o deslocamento do executivo a Brasília. No pedido, Janot diz que Pessoa iria à capital federal para "a prática de atos instrumentais aos inquéritos” relacionados ao caso.
"Não reputo necessário o aporte de escolta policial, nem tampouco providência correlata me foi solicitada pelos advogados. Limito-me a solicitar as providências necessárias para o monitoramento eletrônico do deslocamento”, escreveu Janot no documento.
Ainda na noite desta terça, Sergio Moro informou estar ciente do deslocamento de Pessoa para Brasília. "Sobreveio comunicação a este Juízo de que a Procuradoria-Geral da República ouvirá Ricardo Ribeiro Pessoa na sede da PGR/MPF, em Brasília/DF, na data de amanhã, 13/05/2015”, registrou.
Acusação
Segundo a denúncia do MPF, a UTC fazia parte do "clube" de empreiteiras que sistematicamente, e em acordo prévio, frustravam licitações de grandes obras da Petrobras. Segundo o MPF, as empresas ajustavam previamente qual delas iria sagrar-se vencedora das licitações, manipulando os preços apresentados no certame.
No processo, o MPF cita como investigada a contratação da UTC, em consórcio, para obra no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Segundo a investigação, não houve licitação para contratação.
Veja a lista de quem já firmou acordo de delação premiada na Lava Jato:
1 Lucas Pacce Jr. - operador de câmbio
2 Paulo Roberto Costa - ex-diretor de Abastecimento da Petrobras
3 Marici da Silva Azevedo Costa - mulher de Paulo Roberto Costa
4 Shanni Azevedo Costa Bachmann - filha de Paulo Roberto Costa
5 Ariana Azevedo Bachmann - filha de Paulo Roberto Costa
6 Márcio Lewkowicz - genro de Paulo Roberto Costa
7 Humberto Sampaio de Mesquita - genro de Paulo Roberto Costa
8 Alberto Youssef - doleiro
9 Júlio Camargo - executivo da Toyo Setal
10 Augusto Ribeiro de Mendonça Neto - ex-dirigente da Toyo Setal
11 Pedro Barusco Filho - ex-gerente de Serviços da Petrobras
12 Rafael Ângulo Lopez - funcionário da GDF Investimentos, empresa de Youssef
13 Shinko Nakandakari - engenheiro ligado às empresas Galvão Engenharia , EIT Engenharia e Contreiras, segundo o Ministério Público
14 Eduardo Hermelino Leite - vice-presidente da Camargo Corrêa
15 Dalton dos Santos Avancini - presidente da Camargo Corrêa
16 Ricardo Pessoa - dono da UTC

G1

CCJ do Senado aprova por 20 votos a 7 indicação de Luiz Fachin para o STF


Após cerca de 11 horas de sabatina, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta terça-feira (12), por 20 votos favoráveis e sete contrários, a indicação de Luiz Edson Fachin, 57 anos, para ocupar vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Após a aprovação na CCJ, a indicação de Fachin, da presidente Dilma Rousseff, será votada no plenário do Senado, último passo para que o jurista se torne apto a tomar posse como novo ministro no STF.
Depois da votação, secreta, os senadores da CCJ aprovaram regime de urgência para deliberação do plenário. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou que a votação será na próxima terça (19), mas o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) afirmou que fará uma reinvindicação para que a indicação seja votada já na sessão desta quarta. A aprovação do requerimento de urgência dá preferência ao texto sobre outras pautas do Senado.
"O requerimento de urgência [aprovado na sessão da CCJ] impõe votação preferencial. Portanto, no dia de amanhã, se o presidente desejar, poderá submeter à votação. E haverá essa reivindicação para que na sessão de amanhã se vote a indicação do Fachin", disse Álvaro Dias. "Não vejo nenhuma necessidade, não há razão para adiar para a próxima semana. Normalmente, vota-se rapidamente no plenário", concluiu.
Após a aprovação pela CCJ, Luiz Fachin se emocionou ao ser cumprimentado por familiares. O primeiro telefonema que recebeu foi o do presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski.
Situação e oposição
O líder do PT, senador Humberto Costa, disse que a quantidade de votos contrários à indicação de Fachin (sete), poderia poderia ter sido maior não fosse o desempenho do jurista na sabatina. Advogado e professor titular de direito civil da Faculdade de Direito do Paraná, Fachin, é professor visitante do King’s College, na Inglaterra, e pesquisador convidado do Instituto Max Planck, na Alemanha. Também atuou como procurador de estado do Paraná.
Costa acusou a oposição de ter tentado transformar a sabatina em uma "disputa política" e que a oposição "apequenou-se" durante a sessão. "Acho, inclusive, que o desempenho que teve o doutor Fachin fez com que esse número [de votos contrários], que podeira ser maior, ficasse restrito a integrantes da oposição. Acho que [os oposicionistas] incorreram em uma estratégia equivocada, de tentar transformar uma questão que nada tinha a ver com as contradições entre governo e oposição em mais uma disputa política. Eu acho que a oposição apequenou-se no momento, e o resultado foi o melhor para o país", criticou Costa.
O líder do DEM, Ronaldo Caiado, afirmou que Fachin deixou uma pergunta sem resposta durante a sabatina. Ele lembrou do parecer elaborado por um consultor legislativo do senado, a pedido do senador Ricardo Ferraço, que aponta suposta irregularidade na atuação do jurista como procurador estadual e advogado privado.
“Em relação ao fato específico com relação à reputação ilibada, foi uma pergunta que não foi respondida. Tem um parecer jurídico de um consultor jurídico que diz que ele não podia exercer a função de procurador de estado e advogado privado”, afirmou. “Acredito que quando você trabalha em um universo muito pequeno, são 27 senadores, cria-se um certo constrangimento a vários senadores”, disse Caiado, lembrando o fato de que os ministros do Supremo são responsáveis por julgar deputados e senadores.
A sessão
Luiz Edson Fachin só começou a falar na CCJ por volta das 11h45, mais de uma hora após o início da sessão da comissão. Antes de começarem a sabatina, senadores da oposição e do PMDB tentaram suspender a sessão e mudar o formato das perguntas e respostas, mas os pedidos foram rejeitados pela maioria dos integrantes da CCJ.
O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que na semana passada levantou dúvidas sobre a atuação supostamente irregular de Fachin como procurador estadual do Paraná, apresentou aos colegas da CCJ o parecer encomendado por ele à Consultoria Legislativa do Senado que aponta suposta irregularidade no fato de o jurista ter exercido a advocacia quando era procurador do estado.
Após discussão e votação, os senadores decidiram dar sequência à sabatina e chamaram Fachin para ser inquirido pelo colegiado.
Logo no início de sua fala, o jurista se emocionou ao lembrar da infância e ao falar de sua mulher. “Na minha alma, sempre falou alta a lembrança de meus pais e meus tios", destacou, com a voz embargada, interrompendo rapidamente sua declaração inicial para secar as lágrimas.
"Amanhecerem na lavoura, sofrerem a estiagem, ou o excesso de chuvas, as dificuldades de financiamento e de apoio daqueles que carregaram e carregam esse país nos ombros”, complementou Fachin, sob aplausos de parte dos senadores, ao destacar as dificuldades enfrentadas pelos pequenos produtores rurais do país.
Em meio ao discurso inicial, ainda emocionado, o candidato à vaga do STF ressaltou, ao lembrar da infância e da adolescência, que, na opinião dele, ele era um sobrevivente. Fachin destacou aos parlamentares do orgulho que sente de, antes de ingressar na carreira jurídica, ter exercido outras profissões, como vendedor de laranjas, para ajudar no sustento da família.
Mais tarde, ao responder uma pergunta do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) sobre a defesa dos direitos familiares, Fachin voltou a se emocionar ao falar da esposa. Ele ressaltou que a prova de que família é algo que ele defende são os seus 37 anos de matrimônio com a desembargadora do Tribunal de Justiça do Paraná Rosana Fachin.
A sessão destinada à sabatina de Fachin ficou marcada pela longa duração. Em diversos momentos, senadores da oposição tentaram adiar o restante da sessão para a manhã desta quarta (13). Senadores da base do governo, por sua vez, tentaram, em determinado momento, abrir o painel de votação antes que todos os senadores tivessem feito seus questionamentos ao jurista.
Quando a sessão atingiu oito horas de duração, o senador Omar Aziz (PSD-AM) arrancou risos dos presentes ao criticar a duração da sabatina. "Não acho humano uma pessoa passar dez horas e meia sentado. Nem na época da escola, quando a gente ficava de castigo", afirmou. Ele reclamou que as questões formuladas ao jurista se repetiam. Disse ainda que nunca havia visto uma inquirição durar tanto tempo no Senado. “E ele nem é réu”, afirmou Aziz, para risos de parlamentares e de Fachin.
Dupla atividade
Fachin afirmou aos senadores que tinha permissão para trabalhar simultaneamente como procurador do estado do Paraná e advogado, mesmo contrariando uma proibição expressa na Constituição estadual. O tema foi uma das principais polêmicas acerca do nome do advogado desde que foi indicado pela presidente Dilma Rousseff no mês passado.
A Constituição do Paraná, de 1989, proibiu o exercício da advocacia privada com a atuação simultânea como procurador do estado. Fachin prestou o concurso antes da Constituição, mas tomou posse como procurador em 1990. Posteriormente, uma emenda à Constituição permitiu que procuradores continuassem atuando.
Durante sabatina no Senado, ele foi questionado pelo senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) sobre a regularidade dessa situação, e respondeu que obteve aval da Procuradoria do estado e também da seccional paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para a dupla atividade.
“Indaguei ao procurador-geral do estado se esta circunstância já significava a vedação da advocacia. Não tenho registro escrito, mas o procurador disse que a resposta está no decreto de nomeação”, afirmou. Depois, disse que foi à OAB, que anotou em sua carteira que estaria impedido de advogar somente contra a Fazenda Pública do Paraná.
“Me fiz acompanhar dessa anotação da carteira [da OAB], me fiz acompanhar do meu decreto de nomeação e de me fiz acompanhar de uma emenda constitucional. Penso que para minha consciência, é uma companhia que me acalma a alma nesses anos todos do exercício profissional”, afirmou.
'Progressista'
Questionado por senadores sobre uma suposta ligação com o PT, partido da presidente da República, Dilma Rousseff, o jurista afirmou que, caso tenha o nome aprovado no Senado, atuará com "imparcialidade" na Suprema Corte.
Durante o escrutínio, ele se definiu como uma pessoa "progressista", mas negou ter filiação partidária. Durante sabatina no Senado, ele foi questionado sobre sua posição política e respondeu que, embora chamado a tomar posição como professor e jurista, nunca fez "proselitismo político em sala de aula".
"Não fui inscrito em partido político, embora em 1982 tenha integrado a equipe que elaborou o plano de governo do então candidato José Richa. De qualquer sorte, não tenho inscrição político-partidária, nunca fiz proselitismo político em sala de aula", afirmou.
No Senado, ele disse que chegou a assinar um documento de filiação ao PMDB "há muitos anos", mas, sem explicar o motivo, afirmou que posteriormente seu nome não constava no registro eleitoral.
Depois, Fachin explicou sua convicção ideológica. "Considero-me alinhado com as pessoas que querem o progresso do país. Sou, portanto, progressista, nesse sentido, mas preservando o Estado, a autodeterminação dos interesses privados", disse.
Fachin ainda foi indagado pelo líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE) sobre se ele considerava que há alguma implicação que prejudique a isenção dele para julgar assuntos de interesse do governo ou do PT no Supremo. Na resposta, ele ressaltou não ter nenhuma "dificuldade ou comprometimento" para julgar partidos políticos.
"Gostaria de salientar, se Vossa Excelência me permite, que não tenho nenhuma dificuldade, nenhum comprometimento, caso, eventualmente, venha a vestir a toga do Supremo Tribunal Federal, em apreciar e julgar qualquer um dos partidos políticos que existam em nossa Federação", ponderou Fachin ao líder petista.
Bate-boca
A sessão também foi marcada por tumulto. No momento em que o líder do DEM, senador Ronaldo Caiado (GO), terceiro senador a falar, questionava o candidato a ministro do Supremo, parlamentares que aguardavam para indagar Fachin reclamaram do tempo que o oposicionista levou para formular as perguntas. O presidente em exercício da CCJ, José Pimentel (PT-CE), chegou a pedir que Caiado respeitasse o tempo de cinco minutos acordado entre os senadores, porém, Caiado o ignorou.
Logo depois, as senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR), Marta Suplicy (sem partido-SP), Vanessa Grazziotin (PC do B-AM) e Fátima Bezerra (PT-RN) pediram respeito ao tempo-limite para que todos tivessem a oportunidade de falar. Enquanto elas protestavam, Caiado continuou falando como se não houvesse nenhuma interrupção.
"Sr. presidente, até em respeito aos demais senadores que querem perguntar, eu gostaria que Vossa Excelência cumprisse o horário que foi dado a todos os senadores", solicitou Gleisi a José Pimentel.
"Ele [Caiado] é autista", ironizou Vanessa Grazziotin, arrancando risadas no plenário.
"Eu sou a 27ª inscrita. Eu gostaria de ter a oportunidade de trazer minhas questões. Sr. presidente, pela ordem", reclamou Marta.
Após os protestos iniciais, o presidente da CCJ afirmou que Caiado já falava por 15 minutos. "Presidente, eu gostaria que Vossa Excelência me garantisse a palavra para que eu possa concluir meu raciocínio", protestou o líder do DEM.
Após o protesto de Caiado, foi a vez da senadora Fátima Bezerra pedir respeito ao tempo pré-estabelecido pelos senadores. Ela reivindicou ao presidente da comissão que ele exigisse o cumprimento do tempo para garantir que todos os senadores pudessem fazer questionamentos ao jurista.
"Vossa Excelência devia reclamar à presidente Dilma. À presidente Dilma. Para quem está com pressa, tem de reclamar à presidente Dilma! Ela gastou nove meses para indicar. Então, eu quero gastar apenas nove horas nesta Casa", gritou Ronaldo Caiado a Fátima Bezerra.
"Se alguém quer ir almoçar, que pegue a senha e volte depois. Agora, não é justo nós estarmos aqui arguindo o ministro para o Supremo Tribunal Federal, e Vossa Excelência querer dar uma de bedel de colégio", complementou o senador do DEM.
G1


Estela defende shopping em Intermares

estela bezerraA deputada estadual, Estela Bezerra (PSB), defendeu, nesta quarta-feira (13), durante discurso na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), a instalação do Shopping Pátio Intermares, em Cabedelo.
De acordo com a parlamentar, ontem a licença que permite a instalação do equipamento foi liberada.
Ela lembrou que a pedido do IBAMA, o projeto foi readequado e não existe mais óbices para o início das obras do shopping, que vai gerar em torno de 4 mil empregos. “Essa é uma luta dos cabedelenses há muito tempo, por isso defendemos e esperamos que o shopping se torne uma realidade o quanto antes”, comentou.

Roberto Paulino diz que torce por candidatura girassol em Guarabira

Resultado de imagem para ROBERTO PAULINOO ex-governador da Paraíba, Roberto Paulino (PMDB), declarou, nesta quarta-feira (13), que  torce para uma candidatura do grupo girassol e de outros partidos na cidade de Guarabira nas eleições 2016, além da representada pelo grupo do atual prefeito da cidade, Zenóbio Toscano (PSDB), e a que será apresentada pelo seus  aliados.
“Nós vamos lançar candidatura em Guarabira e estou torcendo que o grupo girassóis, que está se instalando, também tenha os seus candidatos porque isso é bom para a democracia. Isso é muito importante”, sustentou Paulino.
O peemedebista lembrou que no passado a ex-prefeita Fátima Paulino enfrentou cinco candidatos para conquista o Paço Municipal e ele também venceu na cidade contra quatro candidatos. Para Roberto Paulino o  PMDB em Guarabira, que ele intitulou de ‘Vermelhão’, é uma “marca”  e disse que eleição na cidade sem o partido seria o Campeonato Brasileiro sem Flamengo e Vasco.
Roberto Paulino minimizou defecções no seu grupo para o lado da ‘terceira via’, capitaneada pelo PSB, e alegou que o maior prejuízo  tem sido para o prefeito Zenóbio Toscano.
“Tem quarenta e duas lideranças políticas no grupo girassol de Guarabira. Dessas,  apenas duas saíram do PMDB. Então, o prejuízo político maior é do grupo de Zenóbio. Ele que procure melhorar a sua administração”, destacou.

MPB

Jovem morre eletrocutada ao tirar selfie no topo de estação de trem

Jovem morre eletrocutada ao tirar selfie no topo de estação de tremAnna Ursu, de 18 anos, morreu após ser eletrocutada ao tentar tirar uma selfie no alto de estação de trem na Romênia, segundo informações do jornal "Mirror" desta terça-feira (12). A intenção da jovem era postar o autorretrato no Facebook.
Assim que deitou no topo da estação, a jovem levantou uma perna e a deixou livre no ar. Porém, encostou em um fio de energia elétrica e, de acordo com o jornal, recebeu uma descarga de 27 mil volts. Anna teve metade do corpo queimado e sua amiga, que estava com ela no local, foi arremessada com a força da explosão.
Anna foi socorrida por um homem que passava pelo local no momento do acidente e chamou o serviço de emergência. O sujeito já havia alertado as jovens para que abaixassem as cabeças e pernas.
As duas garotas foram transportadas imediatamente para o hospital. Anna, muito ferida, não resistiu e morreu. Ainda de acordo com o jornal, um porta-voz do hospital explicou que as jovens se colocaram em grande risco, já que, ainda que Anna não tivesse tocado o fio, ela teria entrado em contato com o campo elétrico, o que seria igualmente mortal.
A adolescente sobrevivente afirmou que elas desconsideraram o risco. A intenção era registrar uma "selfie definitiva".

Notícias ao Minuto